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ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma doença comum, acomete 10% das mulheres. É caracterizada pela presença de células endometriais (tecido do interior do útero) fora da cavidade uterina. Todos os meses o endométrio fica mais elevado para que um possível óvulo fecundado, o ovo, possa se instalar nele.

Quando não ocorre a gravidez, o endométrio sai junto com a menstruação. Na presença de endometriose, o endométrio que está implantado fora do útero também responde aos hormônios ovarianos e descama no período menstrual, causando pequenos sangramentos nestes locais dentro da barriga, levando a inflamação e dor.

O aparecimento desse tecido endometrial fora da cavidade uterina pode acontecer em qualquer época, da primeira até a última menstruação, mas é mais comum nas mulheres mais jovens, na faixa dos 20 aos 30 anos. Em todo o mundo, o diagnóstico de endometriose leva de 7 a 10 anos, fazendo com que as meninas tenham desconforto importante por longo tempo. Esse atraso no diagnóstico pode levar a mulher a um sofrimento crônico e, por vezes, à infertilidade.

Ao término da menstruação, as camadas mais externas do endométrio saem junto com o sangue menstrual, ficando a porção mais profunda.

A partir desse período, os ovários iniciam a liberação do estrogênio, que atua no endométrio, provocando um crescimento progressivo das suas camadas, estimulando o aparecimento de glândulas e vasos, até que haja a ovulação e, consequentemente, a produção de progesterona.

Com o início da produção da progesterona, o endométrio modifica-se. Mais uma vez, na ausência de gravidez a produção de progesterona cessa, levando a uma parada do estímulo hormonal sobre o endométrio. Este ciclo se faz mensalmente, variando de 25 a 35 dias o período de intervalo entre as menstruações.

A endometriose é a presença desse tecido endometrial fora da cavidade uterina, isto é, nas tubas, nos ovários, intestinos, bexiga e no peritônio, podendo também acometer outros órgãos como rins, pulmões ou septo retovaginal.

Esse ciclo provoca importante processo inflamatório nos órgãos afetados, geralmente com forte sensação dolorosa e aderências entre as estruturas próximas, o que pode comprometer a estática dos órgãos pélvicos, levando à infertilidade e dor pélvica crônica.

Os sintomas mais comuns da doença são a cólica menstrual intensa, dor na relação sexual e dor abdominal difusa ou localizada associada com a menstruação.

Então temos como definição que endometriose é a presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo levar a um quadro de dor, aparecimento de nódulos na pelve e infertilidade.

Lembre-se que dor ou cólica menstrual que te afasta das atividades diárias não são normais, não vão melhorar ao casar e nem após ter filhos, pode ser um sinal de endometriose. Por isso, mulher com desconforto incapacitante deverá procurar o seu ginecologista.

Tratamento Cirúrgico

Quando existe indicação cirúrgica para a paciente com endometriose, a cirurgia deverá ser realizada por laparoscopia ou por robótica, pois, por essas técnicas, tem-se melhor visão e precisão cirúrgica, aumentando as chances de cirurgia conservadora, mínimaente invasiva. Nessa cirurgia, o especialista deverá retirar de todos os focos de endometriose, não sendo indicada a cauterização das lesões. A abordagem cirúrgica da endometriose deve ser feita por uma equipe experiente, para que todos os focos da doença possam ser retirados em uma única cirurgia.

Para isso, é fundamental que se faça uma boa investigação diagnóstica no consultório, com exame físico minucioso e exames de imagem, para identificar todos os locais acometidos. A melhor cirurgia para endometriose é a retirada de todas as lesões e só poderá ser realizada quando estiverem mapeados todos os focos da doença. Não há indicação, hoje em dia, para laparoscopia diagnóstica. Esse tipo de cirurgia é realizado apenas como método de tratamento e não de diagnóstico, o diagnóstico é realizado com a consulta e exame médico e com exames de imagem.