(21) 2537-2321 (21) 98848-5792

Procedimentos

A videolaparoscopia, também chamada apenas de laparoscopia, é um procedimento cirúrgico realizado com pequenas incisões na região abdominal. Nessas incisões é introduzida uma micro-câmera com uma fonte de luz, para observar o interior do organismo, e os instrumentos necessários para cortar e remover o órgão ou alguma parte afetada, deixando cicatrizes muito pequenas de cerca de 0,5 a 1 cm. Nesse tipo de procedimento, as cavidades abdominal e pélvica podem ser investigadas com a visão aumentada em até 20 vezes.
Leia mais sobre a videolaparoscopia e a vídeo-histeroscopia

A endometriose é uma doença comum, acometendo 10% das mulheres. Caracteriza-se pela presença de células endometriais (tecido do interior do útero) fora da cavidade uterina. Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um possível óvulo fecundado possa se instalar nele. Quando não há gravidez, o endométrio expele a menstruação. Na presença de endometriose, o endométrio que está implantado fora do útero também responde aos hormônios ovarianos e descama no período menstrual, causando sangramento dentro da barriga, dor e inflamação.
Leia mais sobre a endometriose

A investigação das causas de infertilidade deve ser iniciada após pelo menos 1 a 2 anos de tentativa de gravidez natural, exceto quando existe uma causa já conhecida ou idade próxima à diminuição da função ovariana. Podem existir causas masculinas e femininas ou ambas. Nas mulheres, além do fator idade, várias causas podem ser responsáveis pela dificuldade em gestar. O peso elevado, levando a alterações hormonais, a endometriose, os miomas submucosos, as aderências pélvicas, dentre outras. Por essa razão, a investigação deve ser realizada com controle de um especialista, para que se tenha uma programação dos exames a serem solicitados. Na nossa clínica, atendemos pacientes com infertilidade que tenham indicação de cirurgia, pois realizamos a cirurgia por videolaparoscopia, permitindo preservar a função reprodutiva, sempre que possível, por se tratar de cirurgia minimamente invasiva.
Leia mais sobre a laparoscopia

São nódulos com conteúdo líquido localizados no ovário. Podem ser assintomáticos, sendo que, por vezes, causam dor na parte inferior do abdômen ou lateralmente.

Na maioria das vezes, os cistos são funcionais, isto é, decorrem de um período fisiológico, que é a ovulação, e geralmente desaparecem sem tratamento cirúrgico. A ultrassonografia poderá sugerir este tipo de cisto. Este cisto não precisa ser retirado, pois desaparecerá espontaneamente após 3 a 4 meses. A paciente deverá ser controlada até o seu desaparecimento.

Na presença de outros tipos de cistos ovarianos, a paciente deve ser avaliada para o diagnóstico e decisão da conduta, com auxílio dos exames de imagem e exames laboratoriais.

Quando há indicação cirúrgica, a melhor opção é a cirurgia por videolaparoscopia. Com ela é possível, na maioria dos casos, retirar o cisto preservando o ovário, com pouco ou nenhum dano ao tecido ovariano. A cirurgia videolaparoscópica para tratamento dos cistos ovarianos é aconselhável, principalmente, para as pacientes que ainda desejam engravidar.

Também conhecidos como fibromas, os miomas são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino e podem ter tendência familiar. Eles se desenvolvem na parede muscular do útero. São eminentemente benignos.

Embora nem sempre causem sintomas, seu tamanho e localização podem causar problemas em algumas mulheres, como sangramento, dor no baixo ventre e cólicas menstruais. Como na maioria dos casos não tem indicação cirúrgica, a paciente com mioma deve ser acompanhada pelo seu ginecologista. Quando a paciente tem queixas relacionadas ao mioma, a cirurgia pode ser a retirada dos miomas, miomectomia, quando ela deseja engravidar ou a retirada do útero, histerectomia, quando a paciente tem certeza de não querer mais gestar.

O mioma pode ser único ou múltiplo, podendo variar de tamanho e localização. De acordo com a sua localização no útero, é denominado de maneira diferente.


  • Subserosos: são os localizados na parte externa, dando ao útero uma aparência nodular. Podem aumentar o volume abdominal, com sensação de peso e dor. Geralmente não causam sangramento uterino.


  • Intramurais: são os miomas localizados na parede muscular do útero, miométrio. Podem aumentar o volume do útero, sensação de pressão e aumento do fluxo menstrual.


  • Submucosos: estão localizados na parte interna do útero (endométrio). Independente do tamanho, os miomas submucosos podem causar aumento do fluxo menstrual, sangramento uterino irregular e dificultar engravidar ou manter a gravidez.

São formados pelo crescimento focal do tecido interno do útero, podem ocorrer no colo do útero e no interior da cavidade uterina. Geralmente são benignos, mas podem levar a sangramento irregular e, dependendo do seu tamanho e da sua localização no interior do útero, podem dificultar a engravidar.

O pólipo endometrial é uma projeção mucosa do tecido que existe no interior do útero chamado endométrio. Pode causar excesso de menstruação e sangramento uterino fora da menstruação, além do aumento das cólicas menstruais.

Os pólipos endocervicais são projeções da mucosa do canal do colo do útero que podem levar a sangramento vaginal fora do período da menstruação, principalmente pós-relação sexual. Eles podem ser localizados dentro do canal do colo do útero ou na porção externa do colo.

A cirurgia para retirada do pólipo é chamada de polipectomia e pode ser realizada por vídeo-histeroscopia. Grande parte dos pólipos pode ser retirada de forma ambulatorial, isto é, sem a necessidade de anestesia ou internação, durante a histeroscopia no consultório.

Várias doenças podem causar dores na região abdominal. Entre as principais estão: a endometriose (causa mais associada), a presença de sangue dentro da cavidade abdominal, nos casos de gravidez nas trompas e cistos de ovário roto; ou infecção, nos casos de doença inflamatória pélvica.

Outros casos podem ser justificados por tumores no ovário ou no útero. O tratamento depende da causa e nem todos precisam ser operados, alguns casos podem ser resolvidos apenas com tratamento medicamentoso.

Para as pacientes com indicação cirúrgica, a videolaparoscopia, uma visão ampliada da cavidade abdominal, permite o diagnóstico correto e o tratamento minimamente invasivo, levando apenas à retirada do tecido doente e preservando o máximo possível o órgão afetado.